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NFL pede a órgão regulador que proíba apostas facilmente manipuláveis em mercados de previsão

A liga demonstrou grande preocupação com possíveis manipulações de resultados e o uso de informações privilegiadas.

A National Football League (NFL) acionou a agência reguladora de commodities dos Estados Unidos para forçar os provedores de mercados de previsão a bloquearem contratos sobre eventos que sejam “facilmente manipuláveis” por uma única pessoa, como, por exemplo, o primeiro passe ou a conclusão de um field goal.

De acordo com a rede CNBC, a liga formalizou o pedido em uma carta enviada a Michael Selig, presidente da Commodities and Futures Trading Commission (CFTC).

Assinado por Brendon Plack, chefe de assuntos governamentais e políticas públicas da NFL, o documento também pede que o órgão aumente a idade mínima para esse tipo de aposta de 18 para 21 anos e proíba a negociação de margem.

Plack alertou que contratos de eventos esportivos que “não têm totais garantias” correm o risco de “amplificar o comportamento viciante e o risco de perda”.

Quais são as outras exigências da liga para os mercados de previsão

A NFL quer que a CFTC obrigue as empresas a banir contratos sobre eventos que sejam “conhecidos antecipadamente”, a exemplo do tipo da primeira jogada de uma partida.

Plack também solicitou a proibição de opções de apostas “inerentemente questionáveis”, como aquelas que envolvem lesões de jogadores.

Além disso, a liga demonstrou grande preocupação com possíveis manipulações de resultados e o uso de informações privilegiadas (insider trading).

Para mitigar os riscos, a NFL propõe que o regulador crie um processo de certificação especial voltado, sobretudo, para os contratos de previsão relacionados ao desempenho individual dos atletas.

O atrito com a CFTC e o futuro da regulação

A intenção da NFL é fazer com que os provedores sigam as mesmas diretrizes da indústria tradicional de apostas esportivas.

Contudo, essa visão diverge da postura de Selig, que reitera frequentemente que essas plataformas e as casas de apostas operam de forma independente.

“O que você está vendo são mercados versus entretenimento […] Eles são modelos diferentes. As casas de apostas convencionais e os cassinos são entretenimento”, disse Selig à Axios no início deste mês.

Além disso, ele enfatizou que a agência atuará sobre as empresas “como mercados financeiros, não como entretenimento”.

Buscando um meio-termo para a integridade do esporte, Plack recomendou que a National Futures Association firme acordos de compartilhamento de dados com autoridades estaduais de jogos.

O objetivo é fortalecer os mecanismos para bloquear a participação de certos indivíduos, o que incluiria funcionários da própria NFL.

O tema está no radar da CFTC, que confirmou estar conversando com “todas as ligas esportivas profissionais” sobre o assunto.


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