Patrocínios de casas de apostas nas camisas continuam vetados na NBA

A NBA continuará com o veto a publicidade de casas de apostas nas camisas dos times de basquete. O tema voltou a chamar atenção no cenário esportivo dos Estados Unidos após o anúncio de parceria entre Washington Capitals, da NHL, e a Caesars Sportsbook. A partir da próxima temporada, a marca do grupo aparecerá no uniforme do time de hóquei.

“Temos restrições porque vemos o que acontece internacionalmente. A Itália e a Espanha são mercados onde há proibição de todos os anúncios de apostas esportivas. O Reino Unido tem uma proibição a publicidade que vigora durante a realização da partida. Está chegando a hora que eles vão ter que tirar as marcas das camisas”, disse o vice-presidente sênior de esportes de fantasia da NBA, Scott Kaufman-Ross.

Equipes da NBA já são parceiras das casas de apostas

O país autorizou a participação de casas de apostas em 2018, o que estimulou parcerias entre empresas do setor com entidades e clubes esportivos. Conforme matéria do portal MKT Esportivo, a NBA rapidamente encaminhou um acordo com a MGM Resorts.

Na liga americana, o Washington Wizards e o Phoenix Suns resolveram explorar os patrocínios em suas arenas, porém, sem envolver os uniformes. Enquanto a Betway tem ligação com vários times da NBA, como Brooklyn Nets, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Los Angeles Clippers e Golden State Warriors. Todavia, esses contratos não fazem menção as camisas das equipes.

Apesar disto, o executivo da NBA acredita que a proibição das apostas também não solucionaria a questão. “Estamos apenas monitorando tudo isso e sendo cautelosos. Não achamos que era a hora certa para abrir o patrocínio naquele cenário. Algumas ligas são mais permissivas em algumas coisas e menos em outras. Não julgamos ninguém pelo que procuram fazer. Não achávamos que era o momento certo para a NBA, e veremos para onde vamos a partir daí”, comentou.

Ele acrescentou: “Se você tornar apostas ilegal, as pessoas encontrarão uma maneira de fazê-lo ilegalmente. E é por isso que mudamos de posição. O que descobrimos é que a proibição federal sobre isso serve apenas para empurrar essa atividade para a clandestinidade, ela não elimina essa atividade, apenas a empurra para um lugar onde não podemos monitorá-la e não há transparência”.