A relação das casas de apostas com o mercado do futebol brasileiro é um dos argumentos do setor na busca de um entendimento com o governo sobre a possível elevação de impostos.
Atualmente, 18 dos 20 times da Série A do Brasileirão possuem contrato de patrocínio com casas de apostas em seu espaço máster. Ao todo, o aporte feito pelo setor nesses clubes passa de R$1 bilhão na temporada 2025.
Assim, o aumento da taxação sobre as casas de apostas, consequentemente deve impactar nos processos de apoio ao futebol brasileiro.
Na terça (11), as empresas de apostas do Brasil apresentaram à imprensa uma série de fatores que rechaça a proposta do governo, que pretende aumentar a alíquota em 50%. Assim, passando dos atuais 12% para 18% sobre o faturamento bruto das empresas.
Além disso, o mercado de apostas reafirma que com os atuais percentuais de impostos (12%) as empresas devem gerar, até o fim deste ano, mais de R$9 bilhões em arrecadação.
Porquê o aumento da taxação fortalece o mercado ilegal de apostas
O aumento do mercado ilegal de apostas também é uma preocupação gerada pela elevação dos impostos. Uma vez que os sites ilegais não serão impactados por esse aumento e hoje o jogo ilegal é responsável por mais de 50% do cenário de apostas no Brasil.
Conforme entidades que atuam no setor, dobrar a alíquota sobre a receita estimula o avanço do jogo ilegal, compromete a arrecadação tributária e ameaça a sustentabilidade das operadoras licenciadas, sobretudo no momento em que o mercado regulado se consolida sob o novo marco regulatório.
No Congresso, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado retirou de pauta a votação de um projeto que dobrava a alíquota das casas de apostas de 12% para 24%. Alíquota sugerida pelo projeto de autoria de Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara.
Também na Casa, a Subcomissão de Apostas prepara outro texto, que visa além de aumentar de taxação, também elevar a destinação social dos recursos arrecadados com apostas no Brasil.




