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Recursos das casas de apostas direcionados para programas de esportes das Forças Armadas

O pedido foi feito pelo presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil, general Paulo Afonso de Melo.

Os recursos com a arrecadação das casas de apostas podem ser direcionados aos programas de esportes das Forças Armadas. Esse foi o pedido feito pelo presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil, general Paulo Afonso de Melo, na quarta (6).

De acordo com ele, em discurso na Comissão do Esporte do Congresso, a falta de previsibilidade e de continuidade no financiamento do esporte militar brasileiro pode comprometer os resultados desses projetos esportivos.

Conforme o general, projetos como o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento e os programas sociais de incentivo ao esporte para crianças e adolescentes poderiam receber os recursos da arrecadação com as casas de apostas. O programa militar brasileiro foi responsável por 11 das 20 medalhas que o Brasil ganhou nas Olimpíadas de Paris, em 2024. 

Programas das Forças Armadas sobrevivem de financiamento público

Todos esses programas contam com financiamento através de parcerias, contribuições, emendas parlamentares e cortes nos orçamentos do Ministério da Defesa e das três Forças. Diversas áreas de atuação das Forças Armadas abrem mão de um militar que atuaria diretamente nos serviços militares, para receber um atleta. 

Além de atletas de alto rendimento, o Ministério da Defesa e seus programas, atendem crianças e adolescentes com deficiência e em situação de vulnerabilidade.

Paulo Afonso também destacou que a Lei Geral do Esporte inclui o esporte militar como um subsistema do Sistema Nacional do Esporte. Apesar disso, os programas do esporte militar não estão contemplados entre os projetos esportivos beneficiados pela Lei, conhecida como Lei das Bets

Arrecadação com casas de apostas representa saída para financiamento de programas de esportes

Senadores se comprometeram a tratar do tema com o relator da medida provisória que redistribui os recursos das casas de apostas, deputado Carlos Zarattini. Caso da senadora Leila Barros, presidente da comissão e quem propôs a audiência, e do senador Chico Rodrigues.

Uma das falas na comissão deixa claro a relação do esporte com as casas de apostas no Brasil. “As casas de apostas hoje são uma realidade dentro do esporte. Hoje, as bets são o principal patrocinador do futebol e de praticamente todas as modalidades no país. Existe um casamento, mas esse casamento tem que ser regrado”. 

De acordo com informações do Ministério da Defesa, os programas Força no Esporte, que atende crianças e adolescentes da rede pública de 125 cidades brasileiras, e João do Pulo, voltado a crianças e adolescentes com deficiência e presente em 18 cidades do Brasil, já beneficiaram 300 mil crianças. 

A audiência contou com a participação de atletas de alto rendimento, de atletas paraolímpicos, de representantes do comitê paralímpico brasileiro e de diversas crianças e jovens atendidos pelos programas de incentivo ao esporte das Forças Armadas do Distrito Federal.


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