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Brasil x Coreia do Sul: as diferenças entre os mercados de apostas dos dois países

Mercado coreano é limitado por leis rigorosas que impulsionam a atividade clandestina.

Em amistoso nesta sexta (10) o Brasil venceu a Coreia do Sul por 5 x 0. O jogo teve como foco na preparação para a Copa do Mundo de 2026. Além do encontro entre duas seleções em momentos diferentes dentro de campo, o confronto simboliza o embate entre realidades opostas também no mercado de apostas esportivas.

Enquanto o Brasil vive plena expansão em um cenário recém-regulamentado, já o coreano é limitado por leis rigorosas que impulsionam a atividade clandestina.

No Brasil, as apostas esportivas foram regulamentadas em janeiro de 2025. Apenas no primeiro semestre, o Governo Federal arrecadou mais de R$ 4 bilhões em tributos. Além disso, empresas do setor repassaram cerca de R$773 milhões a entidades esportivas.

De acordo com Alex Rose, CEO da InPlaySoft, empresa internacional de tecnologia que atua na criação e administração de plataformas de apostas esportivas, o impacto do setor é positivo no Brasil.

“Desde a regulamentação das apostas esportivas, o setor impactou positivamente o país com a geração de milhares de empregos, repasse de bilhões de reais em impostos e investimentos substanciais no setor esportivo. Além do apoio direto ao esporte, como o patrocínio a todos os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro”, comenta.

Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e sócio do Betlaw, escritório de advocacia especializado em casas de apostas, destaca a importância da fiscalização constante.

“A firme atuação do governo é essencial para viabilizar o combate aos ilegais, que não são apenas as casas que exploram as apostas sem licença, mas todos que prestam serviços a tais empresas – principalmente os meios de pagamento e instituições financeiras”, ressalta o advogado.

Mercado de apostas na Coreia tem forte influência da ilegalidade

O cenário é completamente diferente na Coreia do Sul. Apesar da popularidade crescente das apostas esportivas, o país mantém restrições severas desde 2013, após o aumento de dívidas e problemas sociais ligados ao jogo.

Atualmente, apenas uma empresa tem autorização para operar legalmente, tanto em lojas físicas quanto no ambiente digital.

Mesmo assim, o mercado ilegal se expande rapidamente. Segundo dados publicados no The Korea Times, JoongAng Daily e Casino Beats, o número de apostas online ilegais quase triplicou entre 2019 e 2023, saltando de cerca 13 mil para mais de 39 mil registros.

No mesmo período, a atividade ilegal representou mais de 80% de todas as ações de jogo monitoradas pelas autoridades.

O impacto econômico também é expressivo. Lá, estima-se que nos últimos cinco anos, o volume total de apostas ilegais tenha ultrapassado 102 trilhões de wons (aproximadamente U$76 bilhões) no país asiático.

Com estimativas que apontam para 36 milhões de contas ativas até 2026, o Brasil caminha para se consolidar entre os maiores mercados regulamentados do mundo.

Já na Coreia, a falta de alternativas legais faz crescer a atuação de redes internacionais clandestinas, um contraste que mostra que, no universo das apostas, a estratégia fora de campo é tão decisiva quanto o desempenho dentro dele.

Em campo

O Brasil venceu a Coreia do Sul com facilidade na manhã desta sexta (10), em Seul, pelo placar de 5 x 0. Os gols foram marcados por Vinícius Jr, Estevão (2) e Rodrygo (2). O amistoso serviu como preparação para a Copa do Mundo de 2026.

Na próxima terça (14), o Brasil entra em campo novamente, desta vez contra o Japão, em Tóquio.


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