Bolton Wanderers não fechará mais acordos com empresas de apostas
Foto: Reprodução / Twitter Oficial Bolton Wanderers

O clube de futebol inglês, Bolton Wanderers cortou todos os laços com as empresas de apostas e, em vez disso, buscará apoiar instituições de caridade e organizações que prestam ajuda aos que sofrem com o vício do jogo.

O clube da League One não fornecerá mais apostas no University of Bolton Stadium, nem fará novas parcerias comerciais ou fechará patrocínios com operadoras de jogos ou apostas.

A decisão vem em meio a um período potencialmente importante para o futebol no Reino Unido, com o governo considerando supostamente a possibilidade de proibir as empresas de apostas de patrocinar camisas de futebol, como parte de sua revisão do Gambling Act 2005 (Lei do Jogo de 2005).

O Bolton Wanderers apoiará entidades que ajudam pessoas com problemas de jogo

“O jogo problemático destrói vidas e adotamos essa postura para mostrar nosso apoio àqueles que sofrem com o vício em apostas. As pesquisas mais recentes mostram que existem entre 340.000 e 1,4 milhão de adultos viciados em jogos no Reino Unido, e mais de 60.000 jovens entre 11 e 16 anos são viciados”, disse o presidente do Bolton Wanderers, Sharon Brittan.

Brittan acrescentou: “Nós, como indústria, devemos fazer mais e, por meio de nosso trabalho com o Bolton Wanderers na comunidade, o Bolton Wanderers Football Club apoiará programas de assistência para aqueles que têm problemas com jogo”.

O clube ainda salientou que embora respeite as parcerias comerciais da Liga de Futebol Inglesa (EFL) e de outros clubes, sua posição sobre a oferta de apostas e o patrocínio de casas de apostas “agora está clara”. A EFL é atualmente patrocinada pela Sky Bet, que atua no setor de apostas esportivas.

O CEO do Bolton Wanderers, Neil Hart, afirmou: “Reconhecemos que algumas pessoas querem apostar e também que a liga tem uma parceria comercial com uma empresa de jogos – e nós respeitamos isso”.

Hart concluiu: “No entanto, não participaremos de nenhuma atividade para promover jogos fora dos requisitos contratuais existentes da EFL.”