Caso Congresso aprove jogos de apostas, Jair Bolsonaro pretende vetar projeto

Em encontro recente com a imprensa em Brasília, o presidente da República Jair Bolsonaro se posicionou contrário aos jogos de apostas, como bingos, jogo do bicho e cassinos. Hoje, esses jogos são proibidos pela legislação em vigor no Brasil, mas o Congresso Nacional está analisando um projeto de lei que libera a prática.

De acordo com o site ‘O Tempo’, a manifestação do presidente deixou algumas dúvidas. Em diversos momentos, Bolsonaro admitiu que o Congresso Nacional deve aprovar o texto, seguido da derrubada do seu veto.   

“A minha posição é clara. Pelo que eu vi, pela quantidade de votos e urgência, eles podem derrubar um possível veto. Eu pretendo vetar a questão de jogos no Brasil. Não acho que estamos maduros ainda para tratar, avançar nessa questão aí. Agora, tem muita gente que defende, e aí democracia. Se eu vetar e o parlamento derrubar o veto, vamos cumprir a lei”, disse Bolsonaro.

A proposta que legaliza os jogos espera para ser apreciada na Câmara dos Deputados desde 1991. O presidente da Câmara, Arthur Lira tem se mostrado favorável a ideia e tem a intenção de colocar o projeto em votação no Plenário.

“Todo mundo sabe que tem cassino, que tem bingo, existe caça-níquel, apostas virtuais, que são debitados no cartão de crédito, debitados e pagos no exterior… jogo do bicho. Mas tem que continuar na clandestinidade para continuar sem gerar empregos formais no Brasil? Sem pagar, mais ou menos, R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões de impostos para o povo brasileiro? Este debate se fará aqui”, afirmou Lira.

Caráter de urgência foi aprovado para projeto que libera jogos de apostas

É importante lembrar que a Câmara dos Deputados aprovou o caráter de urgência para proposta no dia 16 de dezembro. O projeto, que libera os jogos no país, recebeu 293 votos favoráveis e 138 contrários. A votação acontecerá em fevereiro. A discussão do texto continua aberta para que os parlamentares apresentem destaques e destaques.

“O projeto será votado em fevereiro, com o tempo necessário para que seja maturado, discutido, para notarmos a quem interessa regularizar jogos, a quem não interessa regularizar jogos; quais são os seus efeitos, quais são as suas causas; o que é bom e o que é ruim”, concluiu Lira.