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149 juízes são suspensos pela Federação Turca de Futebol por suposto envolvimento em escândalo de apostas

A entidade informou que decidiu impor sanções de oito a doze meses aos envolvidos.

 A Federação Turca de Futebol suspendeu 149 árbitros e assistentes por suposta ligação com escândalo de apostas junto às ligas profissionais de futebol. A entidade informou na sexta-feira (31/10) que decidiu impor sanções de oito a doze meses aos envolvidos, enquanto as investigações continuam contra outros três.

De acordo com o presidente da federação, Ibrahim Hacsosmanoglu, a reputação do futebol turco é construída com a integridade. “A reputação do futebol turco é construída sobre a santidade do esforço em campo e a integridade inabalável da justiça. Qualquer ato que traia esses valores não é apenas uma violação das regras, mas uma quebra de confiança”, disse, em comunicado.

Hacoosmanoglu comentou que 10 árbitros fizeram apostas em mais de 10.000 partidas ao longo de cinco anos. Inclusive, recaiu sobre um arbitro a acusação de realizar apostas em 18.227 partidas.

Além disso, conforme publicação do jornal Habertürk, as investigações também estão em andamento contra clubes e jogadores. Segundo o jornal, cerca de 3.700 jogadores estão sob investigação.

No Brasil as práticas no combate a apostas ilegais seguem avançando

O Brasil é referência internacional no combate à manipulação. Recentemente, o país formalizou um pedido para fazer parte do acordo da Convenção de Macolin, em Paris, na França. O tratado é o único do esporte mundial de combate, prevenção e punição à manipulação de resultados no esporte.

Apenas 50 países fazem parte deste movimento, que existe desde 2019. E hoje conta com a ratificação de países como França, Grécia, Islândia, Itália, Lituânia, Noruega, Portugal, República da Moldávia, Suíça e Ucrânia, e com assinatura de outros 32 Estados europeus, além de pela Austrália e Marrocos.

“Esses movimentos colocam o Brasil como um dos países que mais tem avançado neste sentido com práticas que inibem de forma quase que automática a ilegalidade. Até mesmo antes da regulamentação, que no País aconteceu em janeiro deste ano, as bets, federações e confederações vêm firmando parcerias sólidas com diferentes órgãos internacionais e de integridade esportiva”, aponta Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).


SourceEstadão
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