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Regulador do Reino Unido cobra ação contra mercado irregular de apostas

O órgão também pediu que operadores e demais envolvidos denunciem companhias que não atuam contra esse cenário.

A Comissão de Jogos de Apostas do Reino Unido intensificou críticas a empresas que falham no combate ao mercado irregular. O órgão também pediu que operadores e demais envolvidos denunciem companhias que não atuam contra esse cenário.

O posicionamento ocorreu durante o Fórum de Jogos Éticos. Na ocasião, o diretor executivo da comissão, Tim Miller, afirmou que o órgão aumentará a pressão pública sobre empresas que não protegem consumidores.

Tim Miller, diretor executivo da Comissão de Jogos de Apostas do Reino Unido, afirmou: “se manifestará cada vez mais para chamar a atenção, e encorajo todos vocês a unirem suas vozes a essa causa”

Miller alertou que a omissão de parte do setor pode comprometer esforços regulatórios. Ele destacou o avanço de plataformas irregulares e criticou a atuação de grandes empresas de tecnologia.

Miller afirmou: “Não podemos permitir que a inação de outros prejudique nossos esforços. Nosso trabalho contínuo para combater o mercado de jogos de apostas ilegais mostrou que a crescente visibilidade e acessibilidade de sites ilegais é mais um exemplo de como as grandes empresas de tecnologia são excessivamente reativas e só utilizam seus consideráveis recursos para prevenção de danos quando realmente pressionadas.”

Como o regulador pressiona empresas e tecnologia

O executivo também reforçou a necessidade de atuação conjunta entre empresas, reguladores e plataformas digitais. O objetivo envolve manter um ambiente seguro e regulamentado para consumidores.

Miller destacou: “O futuro desse mercado dependerá de todos nós trabalharmos juntos com um propósito comum: continuar oferecendo uma experiência inovadora e envolvente ao consumidor, dentro de um ambiente bem regulamentado que tenha a justiça e a segurança como princípios fundamentais.”

As declarações ampliam críticas anteriores direcionadas à Meta, conforme Miller, a empresa precisa reforçar medidas para impedir anúncios de jogos de apostas ilegais em suas plataformas.

Dados recentes também reforçam a preocupação do regulador, um levantamento da WARC projeta que os investimentos em publicidade no mercado irregular podem superar o setor regulamentado até 2028.

Governo amplia recursos e cooperação contra mercado irregular de apostas no Reino Unido

O governo do Reino Unido destinou 26 milhões de libras ao órgão regulador. Esse valor será aplicado ao longo de três anos para intensificar ações contra o mercado irregular.

Miller destacou que a comissão pretende ampliar a cooperação com autoridades e entidades de fiscalização. A estratégia inclui ações coordenadas com forças de segurança.

O governo também criou uma força-tarefa voltada ao combate aos jogos de apostas ilegais. A iniciativa reúne órgãos públicos e empresas de tecnologia como Google, Meta e Visa.

Ao comentar o andamento do grupo, Miller avaliou positivamente os primeiros resultados. Mesmo assim, ele alertou para a necessidade de avanços concretos.

Miller afirmou: “se tornar um mero fórum de debates”

Avaliações de risco financeiro entram em discussão

Outro ponto abordado envolve a possível implementação de avaliações de risco financeiro. A medida gera debate dentro da indústria de jogos de apostas.

Miller reiterou posicionamento recente da comissão. Ele classificou críticas ao modelo como mal fundamentadas e reforçou o objetivo da proposta.

As avaliações buscam reduzir a necessidade de solicitação de documentos financeiros por parte das operadoras. A recomendação consta no Livro Branco sobre Jogos de Apostas de 2023.

Parte do setor questiona a simplicidade do modelo. Críticos afirmam que as avaliações podem funcionar como restrições indiretas ao consumo.

Miller afirmou: “Para que fique claro, os limites propostos para a avaliação não representam restrições ou tetos para os gastos dos clientes. As verificações que estamos testando sequer tentarão avaliar o quanto cada cliente pode se dar ao luxo de apostar.”

De acordo com o regulador, testes indicam baixo impacto para usuários, portanto, apenas um em cada mil clientes elegíveis enfrentaria dificuldades no processo.

Miller afirmou que não há decisão final sobre a adoção da medida. A comissão encaminhará as recomendações ao conselho para análise.

Miller concluiu: “Se for tomada a decisão de introduzir essas avaliações, trabalharemos em estreita colaboração com o DCMS, o setor e as agências de referência de crédito para estabelecer um grupo de implementação que desenvolverá em conjunto os detalhes de um plano de implementação e cronograma sensatos.

Isso também ajudará a moldar as orientações para as operadoras, garantindo que elas adotem uma abordagem proporcional na interação com os clientes quando for identificado risco financeiro.”


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