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Procon-SP amplia investigação sobre hábitos dos consumidores em jogos e apostas online

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Foto: Divulgação / Agência-SP

A Fundação Procon-SP, ligada à Secretaria da Justiça e Cidadania, iniciou na quarta-feira (4) a segunda edição da consulta “Jogos e Apostas Online – Percepção do Consumidor”, criada para entender como os consumidores se comportam diante das plataformas de jogos e apostas virtuais.

O órgão analisa experiências, rotinas e possíveis dificuldades relatadas pelos participantes, além de reunir dados que apoiem futuras ações de orientação.

Com a expansão da oferta de jogos online e apostas esportivas no país, impulsionada por campanhas publicitárias de grande alcance, influenciadores digitais e celebridades, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP) procura mapear o impacto dessa exposição no dia a dia dos consumidores.

A pesquisa mantém caráter comportamental e educativo, além disso, fornece base para iniciativas de fiscalização, prevenção ao endividamento e educação para consumo.

Como o questionário avalia o comportamento dos participantes

O formulário aborda temas como recebimento de ofertas de jogos e apostas nas redes sociais e no celular; frequência e valores gastos em plataformas; tipo de atividade praticada, que inclui jogos online, apostas esportivas ou ambos; percepção de ganhos e perdas; casos de endividamento, empréstimos ou comprometimento de renda; influência de campanhas publicitárias com celebridades; entre outros pontos.

Entretanto, o material também reúne dados de perfil, como faixa etária, renda e gênero, o que permite identificar grupos mais vulneráveis a riscos de endividamento e práticas abusivas.

Dados da edição anterior do levantamento

Por se tratar da segunda edição, o estudo possibilita comparar resultados e observar mudanças ao longo do tempo. No levantamento anterior, 63% dos participantes informaram que enfrentaram problemas com a empresa que oferta os jogos e apostas online.

As principais questões foram a recusa em efetuar o pagamento do prêmio (57%), o envio constante de mensagens incentivando a jogar e apostar (14%) e regras confusas sobre jogo, aposta e valor do prêmio (14%).

Porém, apenas metade dos entrevistados tomou alguma atitude, como interromper o relacionamento com a empresa, denunciar aos órgãos competentes ou fazer contrapropaganda em redes sociais, para amigos e familiares.

Nesse cenário, 1.533 consumidores participaram da pesquisa anterior; 53% declararam que não sabiam que o Procon-SP recebe reclamações sobre jogos ou apostas.

Assim, a nova etapa da consulta busca atualizar esse panorama, inclusive para orientar ações futuras e, desse modo, fortalecer a proteção ao consumidor. Portanto, o órgão pretende compreender melhor a evolução desse comportamento e conseqüentemente aprimorar suas iniciativas.

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