Quase 500 contas de pessoas jurídicas e físicas em bancos e fintechs foram fechadas por suspeita de envolvimento com o mercado ilegal de apostas. Sites ilegais de apostas representam mais da metade do mercado no Brasil, segundo instituições especializadas do setor.
Mais especificamente, 483 contas. Esse alto número é inédito e comprova o avanço no processo de monitoramento de transações associadas a sites de jogos não regulamentados. A Pay4Fun obteve esses dados através de solicitação à Lei de Acesso à Informação, do Ministério da Fazenda.
De acordo com os números do levantamento da empresa, o encerramento das contas aconteceu após a identificação de movimentações atípicas e de sinais de lavagem de dinheiro. Isso, envolvendo plataformas que atuam fora das regras do Banco Central e da legislação de apostas do país.
Qual a orientação da SPA-MF para os bancos e fintechs
A iniciativa está de acordo com as diretrizes da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA-MF). Inclusive, em março deste ano, a pasta determinou aos bancos e fintechs que encerrassem qualquer tipo de atendimento aos clientes que recebem valores de apostas ilegais.
Além disso, a norma determina a maneira como as instituições devem colaborar com o órgão no combate às irregularidades, que envolve a comunicação rápida de suspeitas e o bloqueio de transações.
De acordo com Leonardo Baptista, CEO e cofundador da Pay4Fun, a colaboração entre instituições financeiras, reguladores e autoridades é imprescindível.
“O fechamento dessas contas mostra que os meios de pagamento são pilares do ecossistema regulado. Sem acesso ao sistema financeiro, as operações ilegais deixam de ser sustentáveis”, afirma o executivo.
Baptista alerta também que um dos principais sinais de que o site é ilegal é o seu domínio. “Desde janeiro de 2025, apenas plataformas com domínio ‘.bet.br’ estão autorizadas. Sites com domínios internacionais ou métodos de pagamento proibidos, sem verificação de identidade ou com campanhas de marketing que garantam lucro, indicam operações irregulares”, finaliza.




