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STJ nega habeas corpus a Bruno Henrique em processo envolvendo apostas

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Foto: Paula Reis / CRF

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, enfrenta um processo por suposta fraude em apostas esportivas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Assim, o ministro Joel Ilan Paciornik assinou a decisão, publicada na terça-feira (22).

Defesa de Bruno Henrique questiona foro, mas STJ rejeita

Os advogados do jogador alegaram que o caso deveria correr na Justiça Federal, e não no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). No entanto, Paciornik concluiu que o habeas corpus não se aplicava à discussão sobre a competência da Justiça.

Com isso, o TJDFT deverá analisar a denúncia e decidir se transforma os investigados em réus. Caso seja condenado, Bruno Henrique pode pagar R$ 2 milhões por danos morais coletivos causados pela suposta fraude. As informações são do site ge.

Polícia Federal apreende celulares e identifica conversas suspeitas sobre apostas

A Polícia Federal (PF) indiciou Bruno Henrique em abril. Segundo a investigação, ele teria forçado um cartão amarelo durante o jogo contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023, com o objetivo de favorecer apostas.

Os envolvidos incluíam Wander Nunes Pinto Júnior (irmão), Ludymilla Araújo Lima (esposa do irmão) e Poliana Ester Nunes Cardoso (prima). Eles teriam apostado no cartão aplicado ao camisa 27. Um segundo grupo, composto por amigos de Wander, também teria participado das apostas.

A PF encontrou mensagens no celular do jogador. Em uma delas, Wander pergunta quando ele levaria o cartão, e Bruno Henrique responde: “Contra o Santos”.

Na partida, o atacante recebeu o cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo. Ele cometeu falta em Soteldo quando o Flamengo já perdia por 2 a 1. Em seguida, reclamou com o árbitro Rafael Klein, que o expulsou.

Em junho, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia contra Bruno Henrique e os demais envolvidos. O órgão acusa os réus de estelionato e fraude esportiva.

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