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Em protesto contra imposto, setor de corridas de cavalos do Reino Unido paralisa atividades nesta quarta

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Foto: Divulgação / BHA

A British Horseracing Authority (BHA), sigla para Autoridade Britânica de Corridas de Cavalos, comunicou uma decisão extraordinária. Nenhuma corrida ocorrerá na Grã-Bretanha nesta quarta-feira (10).

Assim, o esporte se recusará a competir pela primeira vez em sua história moderna, como forma de protesto contra o aumento de impostos sobre apostas proposto pelo governo.

Impacto econômico e campanha contra o imposto

O anúncio acontece enquanto a campanha “Axe the Racing Tax” (Acabe com o imposto sobre corridas) se intensifica antes do Orçamento de Outono. A iniciativa solicita que o governo desista da proposta de unificar todos os impostos sobre apostas em uma única alíquota.

Tal medida teria consequências severas para o esporte, que gera 85.000 empregos e atrai quase 5 milhões de espectadores por ano.

Além disso, uma análise econômica encomendada pela BHA indicou que a harmonização dos impostos sobre jogos remotos poderia gerar uma perda de £330 milhões em receita nos primeiros cinco anos.

A proposta colocaria 2.752 empregos em risco apenas no primeiro ano, pois os operadores de apostas provavelmente aumentariam preços e cortariam bônus e investimentos em marketing para compensar os custos adicionais.

Eventos cancelados e mobilização em Westminster

Quatro corridas programadas para esta quarta-feira (10) não ocorrerão e serão remarcadas. Os eventos seriam realizados em Lingfield Park, Carlisle, Uttoxeter e Kempton Park.

No mesmo dia, o setor promoverá um grande evento em Westminster, reunindo líderes, proprietários, treinadores e jóqueis para destacar a ameaça da proposta do Tesouro a uma indústria que movimenta £4,1 bilhões na economia britânica.

A decisão de não competir em 10 de setembro é inédita. Com exceção de cancelamentos motivados por clima adverso, surtos de doenças ou crises nacionais como a pandemia de Covid-19, esta será a primeira vez que o esporte toma uma decisão coletiva de protesto contra uma proposta governamental.

O que dizem os líderes da indústria

Brant Dunshea, da British Horseracing Authority, afirmou que o aumento proposto ameaça empregos e o futuro do esporte. Jim Mullen, do The Jockey Club, ressaltou a união do setor e pediu que o governo reflita sobre o impacto econômico.

Martin Cruddace, da Arena Racing Company, qualificou a medida como ameaça existencial e diferenciou corridas de jogos de cassino online. Paul Johnson, da Federação Nacional de Treinadores, alertou para perdas econômicas e sociais, além da ameaça a milhares de empregos.

Por isso, o setor exige revisão do plano fiscal e manutenção de tratamento tributário diferenciado para as corridas de cavalos.

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