O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, comentou na última terça-feira (22), a decisão da prefeita Emília Corrêa de vetar o projeto que cria a loteria municipal.
Durante entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, ele afirmou que não se surpreendeu com a medida, embora tenha se posicionado de forma contrária ao veto.
Ricardo Vasconcelos justifica sua percepção sobre o veto da loteria municipal
Ele justificou sua percepção com base na prerrogativa da prefeita e nas convicções políticas do grupo que a apoia.
“Eu vejo com certa naturalidade, eu explico porquê. Primeiro que é uma prerrogativa dela silenciar, vetar, solucionar. Segundo que a gente sabe que todo mundo tem suas ideologias, suas pautas políticas, suas convicções de vida.
Nós sabemos que a situação da vida do seu agrupamento político é aquela situação mais religiosa, uma base mais evangélica, que não vê com bons olhos a questão dos jogos, mas a gente não vive numa bule, a gente vive no mundo real. E o mundo real, diz que os jogos estão aí”.
A Câmara Municipal de Aracaju debaterá o veto da prefeita
A Câmara Municipal debaterá o veto apresentado por Emília Corrêa após o fim do recesso parlamentar. Questionado sobre a possível resposta dos vereadores diante da medida, Ricardo demonstrou confiança na derrubada do veto.
De acordo com ele, “eu acho que o veto será derrubado. Eu justifico porque a Câmara tem vida própria, a Câmara não é levada a reboque pelo Executivo, não foi de um bom tempo para cá e acredito que não será mais. Então, os argumentos que estão no parecer não nos convencem. É natural, é compreensível e é normal a Emília querer vetar por razões de foro íntimo.
Mas também é normal que a Câmara continue compreendendo que ela não cometeu nenhuma ilegalidade que está tudo dentro das quatro linhas e diga, olha, pensamos certo lá atrás, não há nenhum fato novo, não há nenhuma coisa que apareceu agora que a gente não viu antes. Então, vamos pensar do mesmo jeito. Pensando do mesmo jeito, eu diria hoje que o entorno de uns 18, 19, 20 vereadores pensam da mesma forma”.
A expectativa é que o tema retorne ao centro das discussões legislativas nas próximas sessões, mantendo o impasse entre o Poder Executivo e o Legislativo municipal sobre o futuro da proposta.

