O Ministério da Fazenda decidiu adotar uma postura muito mais rígida em relação ao mercado de jogos online, buscando frear a expansão das bets no Brasil.
Durante uma entrevista recente, o ministro Dario Durigan declarou que o avanço descontrolado desse setor gera um grande incômodo para a gestão atual.
Para lidar com esse cenário complexo, a equipe econômica planeja aumentar a carga tributária e impor limites rigorosos às campanhas de publicidade.
O governo enxerga a necessidade urgente de apertar as normas administrativas em vez de simplesmente banir a atividade.
“Eu temo que uma proibição geral faça com que a gente tenha um mercado ilícito”, disse Durigan.
Por que o governo compara a expansão das bets no Brasil à indústria do cigarro
Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já ter desejado proibir as plataformas, a Fazenda entende que gestões anteriores criaram uma forte dependência econômica em relação a essas empresas.
A estratégia atual consiste em aplicar diretrizes semelhantes ao rigoroso controle do tabagismo, priorizando a segurança e a saúde financeira da população.
“A gente precisa tratar as bets igual a gente trata o cigarro. Como faz mal para a saúde, como faz mal para o bolso do brasileiro, nós temos que ir apertando a regulação”, afirmou Durigan.
O ministro destacou ainda que a cobrança de impostos não possui o objetivo primário de encher os cofres públicos.
Essa taxação serve para exigir responsabilidade social das plataformas estrangeiras, garantindo que elas respeitem as leis nacionais.
“Não basta essas empresas entrarem no país e não obedecerem às regras brasileiras”
“As bets pagam tributo não porque o governo quer arrecadar, mas porque a gente reconheceu que elas tinham presença na economia brasileira e tinham que passar a colaborar com o país”, explicou.
Nova força-tarefa promete liberar o acesso aos processos arquivados
O ministro também rebateu as críticas sobre a suposta falta de transparência nos documentos de licenciamento das operadoras.
Ele negou qualquer tentativa de esconder informações, justificando que recusas anteriores aconteceram apenas para resguardar os dados bancários privados dos empresários.
Para solucionar o impasse rapidamente, a pasta organizou uma grande ação interministerial.
“O que eu pedi é que, em vez de ficar recebendo pedidos individuais, peguem todos os processos que já passaram pela secretaria, façam uma tarefa, a gente pede para a CGU nos apoiar, nós vamos proativamente divulgar os dados”.

