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Projeto no Congresso tenta proibir publicidade de bets alegando risco à saúde pública

Projeto no Congresso tenta proibir publicidade de bets alegando risco à saúde pública

Congresso Nacional. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Uma movimentação inédita e suprapartidária deve agitar os corredores do Congresso Nacional nesta terça-feira (19).

Parlamentares de diferentes espectros ideológicos, que vão desde o PL até o PSOL, uniram forças para protocolar um documento bastante rigoroso contra o setor de iGaming no Brasil.

O texto sugere que as plataformas de apostas e os jogos online passem a ser legalmente definidos como um risco à saúde pública.

Com essa reclassificação, o Ministério da Saúde ganharia aval e poder direto para intervir na regulamentação e no controle dessas empresas no país, alterando o cenário atual de operação.

Por que o novo texto classifica as bets como um risco à saúde pública

O documento, que já vem sendo chamado nos bastidores de “Brasil contra as bets”, ataca diretamente as estratégias de retenção de usuários.

A principal proposta é impor limites severos aos algoritmos das operadoras e combater o chamado “design viciante” dos aplicativos, com foco especial em proteger a população de baixa renda.

Além disso, a pauta sugere a proibição total da publicidade dessas marcas no território nacional.

Para embasar os argumentos, os deputados e senadores utilizaram dados de um levantamento recente feito pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps).

O relatório aponta que o vício em jogos gera um custo anual de R$ 38,8 bilhões ao Brasil.

A pesquisa da Ipsos também mostra que 11% dos jovens brasileiros fizeram apostas no ano de 2025, sendo a grande maioria no último quadrimestre.

A união política e a lista de assinaturas do projeto

A frente parlamentar chamou a atenção da mídia justamente pela diversidade de seus integrantes, mostrando que a pauta rompeu a tradicional barreira entre situação e oposição para avançar no Congresso.

Ao todo, a proposta conta com o aval inicial de 15 deputados federais e seis senadores.

Confira a lista de parlamentares que assinam o projeto:

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