Uma análise do mercado de jogatina sul-americano pela Sigma.World

Uma revista e organização dedicada ao mundo do iGaming, a Sigma.World traz vários artigos detalhados a respeito da indústria. Recentemente, foi publicado o texto “Mercado de Jogatina Sul-Americano: Uma Análise Completa”, onde o autor descreve como o setor dos jogos está presente no continente sul-americano a partir da história e legislação de diversos países.

Antes de tudo, o texto aponta que as leis de aposta na América do Sul são tão diversas quanto as culturas e países da região, que conta com mais de 410 milhões de habitantes. Conforme a análise, a partir de dados demográficos, são cerca de 307 milhões de jogadores ou potenciais jogadores na região, já que aproximadamente 75% da população tem mais de 18 anos.

Todavia, pode-se destacar que quase metade da população sul-americana mora no Brasil, que é hostil aos jogos. Isso leva muitos jogadores a cruzarem as fronteiras do país, jogarem ilegalmente, ou até mesmo optar pelas opções online como as do cassinos.info, que são permitidas em território nacional. Nestas plataformas virtuais, é possível se divertir sem sair de casa com jogos semelhantes aos encontrados em estabelecimentos físicos, como poker, blackjack, e até mesmo bingo.

Jogatina legalizada

Países como a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Peru permitem os jogos e possuem certas regulamentações para a indústria – umas mais robustas do que as outras.

O Chile, por exemplo, é conhecido por ter as leis mais progressivas do continente: em 2005, somente sete cassinos atuavam no país. Mas, com o tempo, o governo fornecer mais licenças para melhorar a arrecadação de impostos e a receita com turismo. Atualmente, os visitantes podem escolher entre dezenas de cassinos-resorts em cidades como Santiago, Valparaíso, Arica e Vila del Mar. Contudo, mesmo sendo permissivo com as operadoras de jogatina, o governo chileno não permite máquinas caça-níqueis fora de cassinos licenciados. O bingo também é bastante popular, mas as apostas online ainda não podem atuar com sede no Chile.

Já o destaque da Argentina vai para a sua indústria expressiva de bingo, que permite grandiosos halls de bingo e máquinas caça-níqueis. Na maioria das províncias do país vizinho é possível encontrar cassinos e corridas de cavalo legais onde apostar. O maior cassino da América do Sul também se localiza na Argentina, o Casino de Trilenium.

No Uruguai estão os cassinos mais antigos das Américas: o Casino Carrasco and Spa Hotel, aberto desde 1921. Corridas de cavalos também são permitidas, e uruguaios já aceitaram a jogatina há bastante tempo, sem muitas mudanças na legislação.

Bolívia, Equador, Brasil

Em um grupo de países que ainda se agarram a preceitos de mais de um século atrás, criados principalmente por líderes conservadores e motivados pela religião, o Brasil não tem uma regulamentação ativa para os jogos de azar. Os legisladores brasileiros estão tentando criar uma ponte para unir conservadores e progressistas, mas a modernização da lei vem sendo motivo de polêmicas e discussões há mais de 30 anos.

Maior e mais populoso país da América Latina, o Brasil é frequentemente chamado de “gigante adormecido” por defensores do jogo. Até agora, os jogos são proibidos em todas as regiões, mas em 2016 se estabeleceu uma comissão especial para desenvolver possíveis regulamentações para o setor de apostas esportivas. Em 2018, um avanço com a permissão de apostas de quota fixa, que incluem os sites de apostas esportivas com sede no exterior.

Hoje em dia, o projeto de lei que busca legalizar a maioria das modalidades de jogatina (como bingos, cassinos-resort, apostas esportivas e turfe) está em tramitação no Congresso. Ele foi aprovado na Câmara dos Deputados este ano, mas continua parado no Senado à espera de avanços.

Sobre o tema, o senador brasileiro Ângelo Coronel (PSD Bahia), afirma: “Os jogos devem ser tratados como uma pauta econômica, não mais como costumes. Há estimativas que a legalização dos jogos pode somar mais de R$ 50 bilhões em arrecadação aos cofres públicos, recursos que aumentariam o Auxílio Brasil em mais de 50%. Aliado a isso, temos a possibilidade de formalizar mais de 500 mil empregos”.