Senador Propõe 'Aproveitar Reformas' para Regulamentar Jogo no Brasil
Foto: Agencia Senado

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Recentemente, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) declarou que o Congresso Nacional deveria “aproveitar o embalo” dos debates sobre as reformas para legalizar o jogo no Brasil.

Em andamento no Senado, o projeto de lei (PL) 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), é apenas uma das diversas propostas que prevê a liberação de bingos, apostas online, cassinos e outras atividades no país.

De acordo com o cálculo do senador da Bahia, a indústria do jogo poderia colocar cerca de R$ 20 bilhões nos cofres públicos em impostos anualmente.

“Acho que nós temos que aproveitar esse embalo desse Congresso reformista, do qual eu faço parte, para legalizar os jogos. São mais R$ 20 bilhões que vão oxigenar a economia”, pontuou o político.

Componente da Frente Parlamentar Mista pela aprovação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil, Coronel tem se mostrado favorável a regulamentação do setor há anos. “Não podemos deixar de contemplar aqueles que estão aí bancando o jogo do bicho, aqueles dos caça-níqueis e das máquinas eletrônicas”, declarou.

Ainda no ano de 2014, o presidente da república na ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva promoveu a cassação da licença de mais de mil casas de bingo que ainda operavam no território nacional. A ação aconteceu por meio de uma medida provisória (MP).

Políticos preveem crescimento da economia com liberação do jogo no Brasil

Já os políticos apoiadores do jogo no Brasil estimam quantias altíssimas em impostos, criação de novas vagas de trabalho e aumento na chegada de turistas estrangeiros ao país a partir da regulamentação do setor.

Além disso, Angelo Coronel também salientou que o Brasil é um dos três países que fazem parte do G20 que não legalizaram as atividades de jogo. Esse bloco é formato por Brasil, Arábia Saudita e a Indonésia.

Quando se trata do G8, todas as nações já regulamentaram essa indústria. E, ainda conforme o senador da Bahia, o Brasil é a exceção dentro do Mercosul. Uma vez que todos os outros países integrantes já optaram pela legalização do segmento.

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