GVC-responde-a-supostas-operações-na-Turquia

“Nem a GVC nem seu CEO, Kenny Alexander, estão se beneficiando de qualquer operação de jogo na Turquia”. Este foi um comunicado da empresa divulgado em resposta a um relatório do The Sunday Time.

Segundo a reportagem do The Sunday Times, o empreendimento teria descarregado suas operações turcas gratuitamente para evitar qualquer retorno potencial à medida que buscava uma aquisição de Ladbrokes Coral, no Reino Unido.

Embora, a nota oficial diz não há nenhuma operação na Turquia, não menciona nada sobre liberar suas antigas operações no país de graça. Em vez de aceitar o acordo de 186 milhões de dólares (cerca de 700 milhões de reais) que estava em jogo.

Confira o comunicado oficial da GVC

 “O conselho reitera hoje o fato de que, após a alienação dos negócios voltados para a Turquia do grupo, a GVC não tem nenhuma atividade direta ou indiretamente ligada ao mercado turco. Além disso, o conselho também refuta categoricamente as sugestões de que o grupo, ou a gerência sênior, continue se beneficiando de qualquer operação que atenda ao mercado turco. O negócio continua a ter um forte desempenho e está focado em assumir uma posição de liderança de mercado nos EUA e em outros mercados regulamentados”

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Além disso, a companhia repassou que os detalhes da transação foram amplamente divulgados e que o negócio foi submetido a um “processo competitivo de braços compridos”. O comunicado também cita que o processo foi supervisionado pelo banco de investimentos Houlihan Lokey.

Repercussão do caso da GVC

Depois que o The Sunday Times publicou sua história inicial, a empresa se viu em um ponto apertado. A presidente do grupo parlamentar do Partido Trabalhista e Danças Relacionadas ao Jogo, Carolyn Harris, declarou: “Eles (operadores de jogos) não são confiáveis. Se eles não tiverem transparência em seus negócios, eu não acredito que eles estejam tão comprometidos em limpar seus atos como nos fariam acreditar”.

A resposta do GVC emitida esta semana não contribuiu muito para restaurar a confiança dos investidores. Na terça-feira, 9 de julho, as ações caíram até 10,9% na Bolsa de Londres.