FBI e ESIC investigam equipes de eSports por manipulação de resultados em campeonatos

O FBI passou a investigar competidores profissionais do jogo Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) que realizaram match fixing (manipulação de resultados) em torneios de esportes eletrônicos nos Estados Unidos.

Em conjunto com a Comissão de Integridade nos eSports (ESIC), a autoridade está avaliando times nas competições de Mountain Dew League (MDL) e ESEA Premier, que poderiam estar promovendo a manipulação de resultados de jogos a fim de ganhar dinheiro com as apostas.

Em uma entrevista ao canal Slach32, do Youtube, um dos integrantes da ESIC, Ian Smith, afirmou que os competidores estariam ganhando suborno de apostadores para perderem disputas de propósito em torneios oficiais.

Smith não concedeu muitas informações sobre o processo investigativo e tampouco forneceu os nomes dos times envolvidos, só que declarou que o FBI ainda está buscando se familiarizar com esses golpes nos eSports. “Eles são bons, mas não têm experiência, porque apostas em eSports nunca foi um problema nos EUA até pouco tempo atrás”, explicou.

Manipulação de resultados é crime na Austrália

As atividades tanto de apostas quanto de manipulação de resultado são consideradas ilegais em determinadas partes do mundo, porque afetam os resultados de jogos e competições esportivas. Em um jogo manipulado, um time não se esforça totalmente visando perder para receber uma quantia financeira de maneira irregular.

De acordo com o Portal Terra, seis competidores de CS:GO foram detidos no estado australiano de Vitória por integrarem um esquema de manipulação de resultados, em 2019. No começo do ano, 35 jogadores foram banidos do jogo de tiro da Valve apenas por fazer apostas em dinheiro.

Criação da ESIC

A ESIC foi fundada em 2016 com a intenção de ser “responsável pela interrupção, prevenção, investigação e julgamento de trapaças em torneios de esports”, como a utilização de hacks, manipulação de jogos e dopping. A entidade exerce a sua função a nível global, inclusive no território nacional.

Em setembro passado, a organização descobriu que três técnicos brasileiros de CS:GO estavam exagerando nos bugs de jogos que asseguravam vantagens para os seus times. Sendo assim, esses treinadores foram afastados de campeonatos profissionais por um determinado período.