ICE London Painel Aponta Desafios de Operadores para Atuar no Brasil
Da direita para esquerda: Alessandro Valente, André Gelfi, Thomas Carvalhães, Alberto Alfieri e Luiz Felipe Maia.

A principal conferência do planeta para indústria de jogos, a ICE London chega a programação do seu segundo dia concedendo novamente destaque ao mercado brasileiro. Nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, representantes de diversos empreendimentos do setor se reuniram para debater os desafios para ingressar no Brasil.

O Painel dos Operadores Brasileiros – Entendendo os seus Fãs e Valores contou com a moderação de Luiz Felipe Maia (FYMSA Advogados) e a participação de Alberto Alfieri (Bet Entertainment Technologies), Thomas Carvalhães (Leo Vegas), André Gelfi (SuAposta) e Alessandro Valente (SuperAfiliados).

Foto: Flavio Figueiredo (iGaming Brazil)

Os participantes do evento na ICE London discorreram sobre assuntos relacionados ao vídeo-bingo, máquinas caça-níquéis e até o jogo do bicho. Com relação aos jogadores, a conversa girou em torno do perfil dos jogadores no território nacional.

Além disso, André Gelfi salientou que a tendência é que ocorram mudanças no marketing brasileiro com a conclusão da etapa de regulamentação. Para o fundador e CEO da SuAposta, a área deve passar por uma grande reestruturação a partir disso.

Desafios dos operadores ao entrar no Brasil

No painel do segundo dia da na ICE London, Alberto Alfieri frisou que os operadores terão como desafio inicial conquistar a confiança do ao público brasileiro.

“O desafio no nosso caso, que foi uma marca criada há poucos meses para o Brasil, é ganhar a confiança do publico. Afinal, o Brasil é claramente um país muito grande e, como disse no painel, devemos combinar os esforços de marketing em uma região. Porque fazer tudo ao mesmo tempo vai ser difícil. Esse é um trabalho combinado de esforços de parceiros, mídia e produto. Temos que entregar um valor para audiência”, pontuou.    

ICE London Painel Aponta Desafios de Operadores para Atuar no Brasil
Foto: Flavio Figueiredo (iGaming Brazil)

Já Gelfi ressaltou a necessidade de uma gestão competente em todos os aspectos para ingressar de forma bem sucedida no mercado nacional.

“Eu acho que o principal desafio do operador no mercado regulado será trabalhar de forma eficiente porque as margens serão apertadas em função de concorrência e impostos. A capacidade mínima de errar, corrigir rápido e seguir adiante será fundamental porque estamos falando de gestão eficiente. Esse é o nome do jogo. Não existe formula mágica, Eu acho que a entrega de proposta de valor, aquisição, detenção, produtos, customer service, ou seja, toda a operação precisará funcionar com os custos corretos. Eu acho que é um trabalho de gestão importante, porque não será um mercado de margens altas e onde qualquer operador medianamente qualificado e dedicado vai conseguir dinheiro. Não vai ser assim que vai funcionar o mercado. Eu acho que o mercado vai ser para quem está com operação sendo feita da forma mais eficiente possível”, concluiu Gelfi.

Foto: Flavio Figueiredo (iGaming Brazil)