Apostas no Brasil Desembargador Inicia Seminário da Abrajogo no Rio
Foto: Flavio Figueiredo / iGaming Brazil

As apostas no Brasil estão sendo o centro das discussões do 1º Seminário Internacional sobre a Regulamentação dos Jogos, realizado no Rio de Janeiro, nesta sexta (13) e sábado (14). O evento é promovido pela Associação Brasileira dos Operadores e Provedores Internacionais de Jogos (AbraJogo).

O seminário conta com palestras, debates e painéis organizados de modo a passar a ideia exata de como funciona o jogo online. Todas as atividades estão acontecendo no Hotel Grand Hyatt, da Barra da Tijuca.

Abertura do seminário

A primeira apresentação ficou a cargo do desembargador aposentado José Augusto de Araújo Neto. Ele abordou os problemas de desemprego gerados no Brasil quando proibiram o jogo. “Falar que o jogo tem que ser proibido é uma ingenuidade”, declarou.

Araújo Neto criticou a manutenção da proibição até os dias de hoje. “A atividade do jogo é rentável e existe no Brasil”, e completou: “vemos bixeiro andando com político, com dirigente de futebol, com sambista, e proibir o jogo é uma tremenda hipocrisia”.

Momento propício para a liberação das apostas no Brasil

Além disso, o desembargador frisou que a regulamentação do jogo está sendo debatida e proposta em um ponto chave para a economia nacional. “A legalização vem no momento necessário, pois o Brasil é o país do futuro. Mas esse futuro precisa chegar”, afirmou.

Para o palestrante, a retomada das apostas no Brasil é um passo importante até para ganhar destaque a nível mundial. “Esse país precisa ser o país do presente! Pensar em uma legalização seria tornarmos um país como os principais do mundo. Meu passado me permite estar nessa bancada e estou aqui brigando pela legalidade para o futuro do Brasil”, concluiu.

Saiba mais sobre José Augusto de Araújo Neto

José Augusto de Araújo Neto se formou em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele atuou como defensor público e promotor de justiça até 2006, quando para a magistratura como desembargador Tribunal de Justiça do Estado do Rio.

Ele foi titular da Segunda Câmara Criminal até completar 70 anos, quando deixou a magistratura estadual, em virtude da sua aposentadoria compulsória.