Gazeta do Povo discute legalização dos cassinos e dos jogos no Brasil

Em dezembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o caráter de urgência da proposta que libera os jogos no Brasil. No entanto, o assunto ainda gera polêmica entre a base de apoio e os ministros do presidente Jair Bolsonaro, que já declarou que deve vetar o projeto, mas salientou: “se o parlamento derrubar o veto, vamos cumprir a lei”.

Em um ano eleitoral, o assunto ganha cada vez mais repercussão no Congresso Nacional e na sociedade civil. Os defensores da ideia argumentam que o retorno dos cassinos e a liberação dos jogos de apostas podem tanto impulsionar a economia brasileira quanto gerar milhares de vagas de trabalho. O projeto deve ser votado na Câmara em fevereiro deste ano.

Liberação dos jogos no país foi tema de debate na Gazeta do Povo

Em uma edição recente do podcast ‘O Papo É’, da Gazeta do Povo, o tema foi debatido pelos participantes: Jônatas Dias Lima na apresentação, além dos colunistas da Gazeta do Povo, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino e Bruna Frascolla.

“Não gosto da ideia de moralização por meio do estado, entendo o perigo do vício, o perigo de destruição de família com jogo e bebida. Mas, eu não gosto de o estado ser o agente moralizador. A liberdade individual precisa vir anexada a ideia de responsabilidade”, declarou Rodrigo Constantino.

Além disso, Constantino citou que a proposta também serve para regulamentar algo que já está acontecendo no Brasil atualmente. “Eu acho que ao legalizar, você traz para a luz o que já acontece nas sombras. Mesmo com o meu viés mais conservador, eu sou simpático à ideia. (…) Eu acho que o cassino gera turismo, feiras de negócio, tem um mercado todo de comércio, restaurante, shoppings, etc”, reforçou.

Ele ainda lembrou que o jogo online já acontece no país, como também outras modalidades de jogos legalizados como as loterias. “Hoje em dia, ele (cassino) vai muito além do jogo e o jogo já rola de maneira ilegal, já rola jogo online e até jogo oficial, como as loterias. Juntando tudo isso, eu entendo as preocupações da bancada evangélica, mas fecho com aqueles que defendem a legalização do jogo no Brasil”, concluiu.