Las Vegas Sands Consegue Reformular Acordo com os Credores

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Recentemente, o braço asiático do Las Vegas Sands (LVS), Sands China, fechou um acordo com seus credores para aliviar certas exigências vinculadas às suas linhas de crédito. Precisando de algum alívio do problema de receita causado pela Covid-19, o negócio quer garantir que terá como para cumprir seus compromissos financeiros.

Apesar de relatar que tem quase US$ 2,5 bilhões em ativos líquidos e US$ 4,2 bilhões informados no final do segundo trimestre, seguiu os passos de sua subsidiária e agora garantiu seu próprio acordo com os credores.

A LVS entrou com um aviso na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) nesta semana, indicando que ela e o Banco da Nova Escócia, junto com outros credores, concordaram em fazer alterações nos termos de uma linha rotativa de US$ 1,5 bilhão de crédito.

Novo acordo da Las Vegas Sands

Daqui para frente, a empresa liderada por Sheldon Adelson deve manter uma liquidez de pelo menos US$ 350 milhões, registrada no último dia de cada mês.

No entanto, como foi o caso com o acordo Sands China, os pagamentos de dividendos agora estão fora, a menos que mantenha mais de US$ 1 bilhão em liquidez “em base pro forma” após ter pago os dividendos.

O arquivamento da SEC explica: “De acordo com a Alteração, o Contrato de Crédito Rotativo Existente foi modificado para (a) remover a exigência de o Mutuário manter um índice de alavancagem consolidado máximo de 4,00: 1,00 a partir do último dia de qualquer trimestre fiscal do empresa durante o período com início em 31 de outubro de 2020, até e incluindo 31 de dezembro de 2021”.

Dado o fato de que, anteriormente, o pagamento de dividendos anuais oscilava em torno de US$ 3,16 por ação, os acionistas provavelmente não ficarão muito satisfeitos com o acordo.

Com base nessa quantia, o operador do cassino poderá ficar com cerca de US$ 2,34 bilhões se não fizer nenhum pagamento, mas Adelson certamente fará o que puder para restaurar os dividendos.

Afinal, ele e asua esposa, Miriam, são os maiores benfeitores do pagamento de dividendos, uma vez que suas 397 milhões de ações somadas equivalem a US$ 1,25 bilhão.

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