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Mais de 1,1 mil processos foram abertos no Brasil contra casas de apostas nos últimos três anos

Mais de 1,1 mil processos foram abertos no Brasil contra casas de apostas nos últimos três anos

imagem: Reprodução redes sociais da Predictus

Ações judiciais contra casas de apostas registraram um aumento exponencial no Brasil nos últimos três anos. As informações fazem parte do levantamento inédito da Predictus. O banco de dados judiciais identificou que, desde 2022 até este ano, 1.156 processos foram movidos contra empresas do setor em tribunais brasileiros. A tendência dos números é seguir crescendo ano a ano.

No início da contagem, em 2022, 21 ações do tipo foram contabilizadas. No entanto, em 2025, antes do fim do primeiro semestre, já são 554. O aumento é de 2.538%, de acordo com a Predictus.

A maior parte das tramitações foi registrada em São Paulo (291 ações). Depois, no Rio de Janeiro (167), Bahia (125) e Minas Gerais (119). Juntos, os quatro estados reúnem 60% dos casos iniciados nesse período. Em geral, a incidência obedece ao tamanho dos mercados consumidores.

A exceção é o caso baiano, com menos habitantes que Minas, o alto volume de processos no estado pode indicar maior propensão de sua população aos jogos, diz a Predictus.

Questões relativas a pagamentos são as reclamações mais registradas no setor de apostas

A reclamação mais comum é relativa a prêmios que não são pagos ou saques negados, em que o apostador fatura o prêmio no site ou aplicativo e não consegue receber. Em contrapartida, as plataformas alegam violações dos usuários para não fazer os repasses.

Das mais de mil ações abertas desde 2022, cerca de 80% ainda estão em curso. Das 103 que foram julgadas, ainda de acordo com o levantamento, 55% foram improcedentes (isso é, o consumidor perdeu) e 45% foram procedentes (com derrotas parciais ou integrais das casas de apostas). Há ainda uma parcela de 3% em que, relata a Predictus, os acordos teriam levado ao encerramento dos casos.

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