O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, continuará respondendo na Justiça comum ao processo que investiga um suposto esquema relacionado a apostas esportivas.
Na última quarta-feira (10), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) rejeitou um recurso apresentado pela defesa do jogador. Com isso, a Corte manteve o atleta na condição de réu na ação.
A investigação tem como foco uma partida entre Flamengo e Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, disputada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. De acordo com as apurações, o jogador teria provocado a aplicação de um cartão amarelo para beneficiar apostadores.
O que motivou a investigação contra Bruno Henrique
As autoridades analisam movimentações ligadas ao confronto realizado na capital federal. A suspeita envolve possíveis apostas relacionadas à punição disciplinar recebida pelo atleta durante a partida.
Por esse motivo, o caso segue em tramitação na esfera criminal. A decisão mais recente do TJDFT representa mais um capítulo do processo, que ainda deverá passar por novas etapas na Justiça.
Portanto, a defesa de Bruno Henrique tentou reverter a condição de réu por meio de recurso no caso de suposto esquema de apostas. No entanto, os desembargadores decidiram manter o andamento da ação.
Como a Justiça Desportiva tratou o caso
Antes da análise na Justiça comum, o caso também passou pela Justiça Desportiva. Em novembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou a situação do jogador. Na ocasião, o tribunal aplicou multa de R$ 100 mil e optou por não suspender o atleta.
A decisão permitiu que o atacante continuasse atuando normalmente pelo Flamengo durante a temporada.
Dessa forma, Bruno Henrique permaneceu à disposição da equipe nas principais competições do calendário. Ao final do ano, o clube conquistou os títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores.

