O Google solicitou mais prazo para responder ao pedido da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas. Os senadores autorizaram a quebra do sigilo telemático do suposto chefe de uma quadrilha que manipulou apostas no campeonato de futebol do Distrito Federal, o Candangão, deste ano.
O requerimento foi feito pelo senador Romário, que busca acessar os e-mails e a conta do Facebook de William Pereira Rogatto. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Rogatto atuou com dois jogadores do Santa Maria para manipular resultados e influenciar apostas.
Eles foram alvos de uma operação, em março, chamada Fim do Jogo. Rogatto também teria participado de esquemas semelhantes em São Paulo e Sergipe.
Resposta do Google ao Senado
Em resposta aos senadores, o Google afirmou que “é firme o seu propósito de cooperação com as autoridades brasileiras, respeitados os parâmetros da Constituição e legislação brasileiras, e permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”.
Contudo, a empresa solicitou mais tempo para cumprir o pedido da CPI das Apostas.
Essa situação ressalta a complexidade dos processos de investigação e a necessidade de cooperação entre empresas de tecnologia e autoridades. A quebra de sigilo telemático é uma medida extrema, mas essencial para a transparência e justiça no esporte.
Além disso, a manipulação de resultados é um problema sério que afeta a integridade do esporte e a confiança do público. Operações como a Fim do Jogo são cruciais para combater essas práticas ilícitas e garantir que os eventos esportivos sejam justos e competitivos.
CPI das Apostas investiga suposto jogo manipulado na Série B
Os presidentes do Londrina e Tombense, Getúlio Marques Castilho e Lane Gaviole, afirmaram em depoimento à CPI das Apostas Esportivas, que não observaram irregularidades no jogo da Série B entre suas equipes em 19 de maio de 2023.
A partida, vencida pelo Londrina por 2 a 0, está sob investigação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). No depoimento realizado na quarta-feira (3), ambos os dirigentes disseram não ter notado nada anormal na conduta do árbitro Jefferson Ferreira de Morais.
A partida gerou suspeitas devido a um cartão amarelo recebido pelo zagueiro Wesley, do Tombense, nos acréscimos do jogo. Pois a advertência beneficiou diversas apostas feitas em Aparecida de Goiânia, cidade onde reside o árbitro.