11 dos 16 clubes do Brasileirão Feminino possuem parceria com casas de apostas

Assim como acontece no futebol masculino, a entrada das casas de apostas nos patrocínios das equipes de futebol feminino é uma realidade. No Campeonato Brasileiro da modalidade, que começa nesta sexta-feira (24), 11 dos 16 clubes participantes possuem parceria com empresas de apostas. Já no Brasileirão masculino, 19 dos 20 times possuem esse tipo de patrocínio – a única exceção é o Cuiabá, que já declarou publicamente querer uma para a parte frontal da camisa.

A mais recente delas foi divulgada com o anúncio do galera.bet no máster da Ferroviária, considerada uma das equipes mais tradicionais da modalidade – já conquistou a Copa Libertadores (2015 e 2020), Campeonato Brasileiro (2014 e 2019), Copa do Brasil (2014) e o Campeonato Paulista (2002, 2004, 2005 e 2013).

Além da Ferroviária, o galera.bet também é patrocinador oficial da competição, em contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e reitera o esforço em apoiar o futebol feminino.

“A força do futebol feminino no Brasil já é uma feliz realidade e resultado da luta de gerações de mulheres para conquistar esse espaço, que desejamos seja ainda muito maior. O galera.bet se orgulha de sua contribuição a essa história através de patrocínios e ativações que reconhecem e estimulam esse movimento, que certamente é parte das prioridades do galera.bet”, afirma Marcos Sabiá, CEO da empresa.

Além do galera.bet como máster da Ferroviária, outras casas de apostas que estão no mesmo espaço das camisas dos times femininos são a Betsson (Athletico-PR), Pixbet (Avaí Kinderman), Estrela.bet (Internacional), Betfair (Palmeiras) e Pixbet (Santos). Em outros locais dos uniformes, aparecem Estrela.bet (Ceará), Betfair (Cruzeiro), Pixbet (Flamengo), Mrjack.bet (Grêmio) e Sportsbet.io (São Paulo).

“Apostar no futebol feminino é dever de todas as marcas, o que inclui clubes e patrocinadores. É uma modalidade em crescimento real nos últimos anos, com exposição cada vez maior. Aqui no Inter, defendemos que essa postura mexa também com a cultura do futebol e torne as desigualdades menores com o decorrer do tempo. A conexão com as Gurias Coloradas envolve todos no Beira-Rio: do torcedor e torcedora, sócio e sócia, dirigentes, profissionais e funcionários em geral. Trabalhamos diariamente para interferir na transformação do esporte”, aponta Liana Bazanela, diretora executiva de marketing do Internacional.

“Especificamente no caso do futebol feminino, ainda existe dificuldade na captação de patrocínios. Por isso vejo as casas de apostas colaborando e muito neste momento de crescimento do esporte”, diz Renê Salviano, CEO da Heatmap. “Com o aumento de visibilidade e interesse do público, obviamente, marcas são atraídas e este segmento tem sido grande apoiador. Acredito que, com o final do processo de regulamentação, ficarão as empresas estruturadas e compromissadas com a responsabilidade do segmento e que operarem conforme as leis; é preciso que as instituições desportivas acompanhem este processo para terem marcas que estejam dentro deste perfil”, conclui Renê, da empresa de marketing esportivo especializada na captação de patrocínios entre clubes, empresas e atletas.

“Esse movimento das casas de apostas, que já existia no futebol masculino, também acontece no feminino, muito em razão do franco crescimento da modalidade no Brasil, e a prova disso é o número recorde de patrocinadores das equipes em disputa na edição de 2023. Muitos players do mercado se identificam com os atributos do futebol feminino e por isso buscam o envolvimento com a modalidade”, complementa Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, empresa que também negocia parcerias entre marcas.