Presidente da EFL é contra vetar parcerias entre clubes e casas de apostas
Foto: EuroSport

Rick Parry, o presidente da Liga de Futebol Inglesa (EFL), advertiu que proibir o patrocínio de empresas do setor de apostas e jogos seria prejudicial para clubes menores.

O governo do Reino Unido irá rever a legislação do mercado de jogo nas próximas semanas e grupos contrários destacaram que os acordos entre clubes de futebol e casas de apostas contribuem para o aumento do vício no jogo.

Mas Parry acha que essa medida é desnecessária e só levaria os clubes menores a perderem receita. “Não há evidências que sugiram que a proibição do patrocínio reduzirá a ocorrência do jogo problemático”, declarou.

Ele acrescentou que a EFL, que é patrocinada pela Sky Bet, apresentará um caso para ser analisado que tentará provar que o aumento do problema do jogo não está associado a patrocínios no futebol.

Além disso, a pandemia de COVID-19 afetou os esportes em todo o mundo, até mesmo as maiores franquias perderam receita com a falta de torcedores nos estádios. No entanto, ninguém sentiu esse impacto com mais força do que clubes menores.

Com a queda nas vendas de ingressos, os pequenos clubes não têm uma base global de fãs para se apegar como os clubes tradicionais.

De acordo com a Deloitte, as vendas de ingressos corresponderam a mais de um quinto da receita total dos clubes da English Football League Championship, segunda divisão do futebol inglês, na temporada 2018 / 2019.

Ao todo, 24 clubes da Championship tem acordos com casas de apostas

Parry diz que a proibição de parcerias com casas de apostas pode levar a uma perda de receita de mais de £ 40 milhões, uma soma que ele diz que os clubes da EFL não podem abrir mão.

Atualmente, 24 times da segunda divisão inglesa contam com contratos firmados e marcas de apostas nos uniformes, e impor essa proibição seria catastrófico, de acordo com o dirigente.