Para-Bruno-Maia,-Mercado-de-Futebol-Necessita-se-Reinventar
Foto: Paulo Fernandes/vascodagama.com.br

Há cerca de 18 meses, Bruno Maia foi nomeado VP de marketing do Vasco da Gama, assim, juntamente com o presidente Alexandre Campello. De lá para cá, o clube conseguiu voltar a firmar parcerias comerciais e ainda tenta sair de uma grave crise financeira.

Em entrevista ao Blog de Rodrigo Mattos, no Portal Uol, o dirigente do Vasco comenta sobre os objetivos traçados neste período. Além disso, ele salientou que a crise financeira não se limita ao Vasco, mas se agravou com a retirada dos patrocínios da Caixa Econômica Federal do mercado do futebol nacional por determinação do novo Governo Federal.

Na visão de Maia, os clubes de futebol necessitam apresentar retorno aos seus patrocinadores visando assegurar uma receita significativa. No momento, o Vasco da Gama tem acerto com BMG e a Netbet. Conforme o dirigente, o principal problema é cultural, mas há um processo de profissionalização do futebol nacional.

Casas de apostas esportivas

Para o diretor do Vasco, tudo depende da responsabilidade dos clubes para com seus parceiros. “É um processo de longo prazo. Quando os sites de apostas entrarem no Brasil, vão fazer a mesma coisa. Vão ter essa abordagem de querer que os clubes participem”, declarou.

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Questionado se as plataformas de apostas vão precisar dessa interação com os times, Bruno Maia salientou que já está sendo colocado em prática. Isso porque o Vasco já possui vinculo com a Netbet e recebe em cima do resultado deles.

Segundo o responsável pelo marketing do Gigante da Colina, o clube possui um valor fixo e um variável adicional e, se torna possível gerar receita extra em cima disso. “Tem a garantia mínima e vai construir em cima do resultado”, salientou.

Situação atual do mercado brasileiro de patrocínio

Conforme Bruno Maia, o mercado de futebol sofreu com a saída de um player (Caixa) com uma redução de 20% das opções. “Onze clubes da Série A tem como patrocinador bancos com renda variável, isso vai cair para todo mundo. Acho que a receita pode cair mais do que 20%”, declarou.

Portanto, o mercado do futebol está se reposicionando, além do mercado como um todo. “Acho que o futebol é um produto subvalorizado. Você fala que estava supervalorizado porque havia apenas um player pagando e não era real aquilo. Tanto que um não saiu um e entrou o outro. O potencial dele é muito maior”, frisou Bruno Maia.